terça-feira, junho 10, 2008

(In)Justiça

Faz algum tempo, um aluno para o qual eu dou aulas, acusou-me de tê-lo agredido, dando-lhe um tapa no braço, acusou-me por ter pedido que saísse da sala. Evidentemente que isso não é a verdade, em primeiro lugar que não é de minha índole ser violento ou agressivo, em segundo lugar porque conheço a legislação e sei que é crime agredir um menor.
Entretanto o caso foi para a diretoria e, como deve ser, fui devidamente advertido pela diretora e alertado a respeito de tal conduta. Mas o aluno não satisfeito em me prejudicar na direção escolar contou aos pais sua estória e os pais procuraram a direção para saber a respeito do ocorrido. Como se não satisfizesse o ímpeto de prejudicar o próximo começou a contar outras estórias as seus pais que procuraram o conselho tutelar e fizeram a denuncia.
Ao contrário do aluno, que não pode provar que eu realmente o agredi, eu posso provar que não o fiz. A maioria dos alunos que estão na classe presenciaram o fato da suposta agressão e podem confirmar que eu jamais ataquei o aluno, bem como refutar as demais calunias levantadas contra mim, do mesmo modo o aluno ameaçou fazer a mesma coisa com outro professor, que se ofereceu prontamente a me ajudar com essa questão. Entretanto, apenas o aluno e alguns de seu grupo, que confirmaram a estória, foram ouvidos, os demais alunos, que são em número maior e confirmam a versão do professor, sequer foram procurados.
É com profundo pesar que eu digo isso nesse blog, pois sempre defendi os alunos e o ensino, mas o mal caráter de um está prejudicando uma pessoa inocente que faz seu trabalho da melhor forma possível, apesar das barreiras encontradas e de certa inexperiência.
Continuo dando aulas, inclusive para o aluno que me acusou, trato-o como os demais alunos, jamais fiz distinção entre ele e os demais dentro da sala de aula. Da porta para fora não me relaciono com ele, em primeiro lugar primeiro porque não sou obrigado a ter como amigo uma pessoa que levanta calunias contra mim e, em segundo lugar, para não dizerem que eu pressiono o aluno a contar a verdade. Ele deve dizer o que achar melhor, eu não o julgo, mas espero que Deus tenha misericórdia dele e que toque em seu coração para ver o mal que está causando.

Fica aqui meu protesto, meu desabafo e pedido de Justiça.
Peço aos amigos e leitores desse blog que orem por mim e peçam a Deus que não permita que a injustiça prevaleça, pois corro o risco de ser exonerado por essa falsa acusação. Espero que a justiça seja feita.
Obrigado

2 comentários:

RUBENS disse...

Olá Jr., obrigado pela visita e pelo elogio ao meu blog. Esse seu problema com aluno é o reflexo dos pais que ele tem, jamais apoiei meu filho sem antes saber a verdade. Pai que apoia filho cegamente o deseduca. Fique tranquilo, nada vai te prejudicar. Se vc for professor concursado, só poderá ser exonerado após o trâmite de um inquérito administrativo, e nessa fase que vc poderá defender-se amplamente. Se precisar é só contar comigo, te oriento como proceder. Abraço

Vivi disse...

Jr, é muito triste e revoltante toda essa injustiça, mas confie no Senhor, por Ele cuida dos Seus. Tudo é para o seu bem. Deus sabe que vc não fez nada de errado. Procure se orientar melhor para poder se defender, pois as coisas não são assim tão simples,eles acreditando na palavra do aluno e não averiguando todos os pontos. Mas acima de tudo, confie no Senhor. É nesses momentos de tribulação que podemos sentir a Sua mais doce Paz! Vou orar por vc, tá? :)
Beijo!