domingo, dezembro 27, 2009

O futuro não é mais como era antigamente.

Do Ano novo:
Memento homo quia és pulvis et in pulvis reverteris”; lembra-te, homem, que és pó e ao pó retornarás – está máxima diz respeito ao futuro e ao que todos esperamos dele. Almejamos que o amanhã traga consigo novas chances, ou, pelo menos, a solução para nossos problemas; grandes ou pequenos. Entretanto, se apenas houvesse amanhã, perder-se-ia de vista o que temos para resolver hoje; ou como disse Horácio: “Carpe diem quam minimun credula postero”; aproveita o teu dia, confia o mínimo no amanhã.
Então, como viver? “De olho” na esperança do futuro, ou na responsabilidade do presente? É evidente que não existe uma resposta definitiva para essas questões, e nem pretendo dar uma, mas dissertar sobre o assunto. É que, no ano novo, sempre tem gente fazendo promessas de que tudo mudará no ano que chega, para no fim viver o mesmo que no ano anterior.
Para falar de futuro, primeiramente devo definir o que é tempo.
O tempo é o regulador da vida, é o período que vai de um acontecimento anterior a um acontecimento posterior, uma mudança continua, ou assim considerada, pela qual o presente vira passado” (Santos 1952).
O futuro é, portanto, o período de tempo que se inicia após o presente e não tem um fim definido; referente a algo que irá acontecer, tempo por ocorrer. Para alguns é uma realidade ontológica; é um espaço virgem por descobrir e compreender plenamente.
Não por acaso, a definição de futuro freqüentemente remete à de esperança, que é a expectativa; ou crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos futuros. Segundo a bíblia, “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1). Também não é por acaso que a fé e a esperança estão, em geral, muito ligadas; pois, no fundo, uma depende da outra para existir e, nesse sentido, o futuro é o momento mais propicio para que mudanças ocorram na nossa vida.
Todavia, o futuro, na realidade, sequer existe; como já disse, o futuro é, por definição, conseqüência direta do que ocorre no presente, e este por sua vez é resultado direto do passado e assim por diante. É esse tipo de silogismo que leva a muitos viver “correndo atrás” do futuro, se esquecendo do presente, a acumular o máximo de riqueza agora para “aproveitar depois”.
Na prática, não é isso que ocorre; quantas promessas de ano novo você já cumpriu? Quantas delas ficaram relegadas ao amanhã? – “Amanhã eu começo o regime”; “Amanhã, sem falta, eu como a caminhar e ir à academia”... Acontece que esse amanhã nunca chega. A tendência é acumular ainda mais capital e, “no fim das contas da vida, noves fora igual a zero”. Por isso, afirmo que é preciso sim se preocupar com o futuro, mas sem nos esquecermos do presente, ou, como diria Renato Russo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade, não há”; e também, porque, no fim, tudo é pó e somos somente poeira ao vento.

BIBLIOGRAFIA:
SANTOS, M.F dos. Filosofia e cosmovisão. Edanee:[sl]1952. p 66.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Uma frase com 2064 anos...

Não reeleja político algum para cargo que esteja ocupando.

Nas próximas eleições, haverá renovação de 2/3 do Congresso.

Façamos uma faxina.

Nem esses, nem indicados por esses.

Não vote sem conhecer a história dos candidatos.
Não vote porque alguém pediu.

Se não tiver candidato limpo, vote nulo.

Recebi esse e-mail hoje e decidi repassar!

domingo, dezembro 13, 2009

Outra escola é possível?

Nós brasileiros vimos nos últimos anos um governo de “oposição”, um líder sindical que fazia resistência ao Estado, agora empossado presidente da república. De acordo com o ministro da educação Fernando Haddad, um jeito de avaliar a atuação de um governante é analisar as mudanças constitucionais realizadas por este.

Segundo o ministro, o atual governo aprovou, com o apoio da oposição, duas emendas constitucionais; a saber, número 53 e 59. Que alteram diretamente dispositivos ligados à educação, como por exemplo: a obrigatoriedade do ensino dos quatro aos dezessete anos, o fim do DRU (Desvinculação de Receitas da União), o FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), o ensino fundamental de nove anos. Nas palavras do próprio Haddad, o estado tem de intervir agora, para no futuro não intervir, pois temos o estado como amigo/inimigo invisível e, ainda em consonância com o que diz o Ministro da Educação, as futuras gerações hão de notar o sentido progressista em que foi reescrito o capitulo consagrado à educação da nossa lei maior.

Entretanto, para Boaventura (2006), a repetição é a condição para a ordem e a melhoria é a do progresso. Na medida em que dada condição social se repete e não melhora e que a melhora não se repete, então o estado não trabalha para o desenvolvimento da sociedade, antes, passa por transformações que tornam obsoletas as ideologias existentes.

Por isso, faz-se necessária uma política que prova a diversidade, ou seja, precisamos demarcar espaços e nos estrangeirarmos, não devemos criar uma identidade, ou currículo nacional, carecemos de construir singularidade e subjetividade. No campo educacional podemos falar em “educação maior” (macropolítica, desenvolvida nos gabinetes do ministério da educação, secretarias da educação, etc.) e a “educação menor” (micropolítica, criação e produção cotidiana, micro-relações estabelecidas na instituição escolar como um todo).

Apesar de tudo, a maior dificuldade para transformar a educação é mudar o estado e a sociedade em si; paradoxalmente, para reformular o estado é necessário mudar “reformar” a sociedade e para tanto é preciso alterar a educação. Mas, tendo em vista que o estado é o maior responsável pela educação e, legalmente, detém o “direito” e o dever de educar e é o estado que legitima o direito dos outros de educarem, é correto afirmar que o estado só muda se quiser, ou, para usar os termos de Boaventura (2006), se auto-reforma se achar que precisa.

Outra escola é sim possível, ao passo que aconteça uma mudança interna daqueles que têm a escola nas mãos; mudança tal que emane e contagie de forma intensiva, mesmo que com pouca expressão inicial. Passo a passo, município a município, todo território nacional a educação vá mudando.

Talvez, essa mudança esteja mesmo nas mãos dos educadores, dirigentes, enfim, de todo o corpo escolar, na pouca mobilidade que nos é oferecida pelo estado e, assim, enxergar as lacunas nas quais podem se infiltrar os sentimentos que levam ao aperfeiçoamento, à emancipação e à percepção das “ferramentas” que nós cidadãos temos disponíveis para fugir do bicho.

BIBLIOGRAFIA:

Educação e Constituição. Folha de São Paulo. 22 de Nov. 2009.

Santos, Boaventura de Sousa. A Gramática do Tempo: para uma nova cultura política. – São Paulo: Cortez, 2006 p.341-376.


Este é um trabalho que fiz em grupo e colaboraram para ele:
Adriana da Silva
Christiane da Costa
Gabriela Subtil
Marília Araujo
Priscila Martins

domingo, novembro 29, 2009

Lanterna dos Afogados

Quando eu estou triste eu gosto de ouvir essa música...


Lanterna Dos Afogados

Os Paralamas do Sucesso

Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar

Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar

Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar

Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar

Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar

Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar

quinta-feira, novembro 19, 2009

As It Is In Heaven - A vida no paraíso



Gabriella’s Song – As It Is In Heaven*

It is now that my life is mine
I’ve got this short time on earth
And my longing has brought me here
All I lacked and all I gained

And yet it’s the way that I chose
My trust was far beyond words
That has shown me a little bit
Of the heaven I’ve never found

I want to feel I’m alive
All my living days
I will live as I desire
I want to feel I’m alive
Knowing I was good enough

I have never lost who I was
I have only left it sleeping
Maybe I never had a choice
Just the will to stay alive

All I want is to be happy
Being who I am
To be strong and to be free
To see day arise from night

I am here and my life is only mine
And the heaven I thought was there
I’ll discover it there somewhere
I want to feel that I’ve lived my life!

If this does not inspire you, I don’t know what will…

TRADUÇÃO:

A voz de Gabriella - A vida no Paraíso**

Agora minha vida me pertence
Eu tenho esse curto período de tempo na terra
E o meu desejo me trouxe aqui
Tudo o que eu não tinha e tudo que ganhei

Mas ainda é o caminho que escolhi
Minha confiança foi muito além das palavras
Isso mostrou-me um pouco
Do paraíso que nunca encontrei

Quero sentir que estou vivo
Todos os dias de minha vida
Vou viver como eu desejo
Quero sentir que estou vivo
Sabendo que eu fui bom o suficiente

Eu nunca perdi quem eu era
Só deixei adormecido
Talvez nunca tive uma escolha
Apenas a vontade de permanecer vivo

Tudo que eu quero, é ser feliz
Ser quem eu sou
Para ser forte e livre
Para ver o dia surgir da noite

Eu estou aqui e minha vida é só minha
E o céu que pensei que estava lá
Vou descobrir que está aqui em algum lugar
Eu quero sentir que eu tenho vivido a minha vida!

Se isso não inspirá-lo, eu não sei o que vai ...


Em uma das cenas mais memoráveis de 2001: Uma Odisséia no Espaço, Stanley Kubrick utiliza um poderoso coro de vozes para criar o clima assombroso que acompanha o astronauta Dave em sua jornada rumo a Júpiter. Essa força espiritual da voz humana parece exercer um efeito contrário no protagonista de A Vida no Paraíso: para ele, é um sopro de vida.
A princípio, o longa dirigido pelo sueco Kay Pollak (indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005) parece ser mais um “filme de professor”, como tantos outros em que o protagonista se vê diante de um grupo de alunos dispersos e os une em torno de um mesmo objetivo. No entanto, este difere em pelo menos dois pontos. Primeiro, porque não se concentra em uma competição: apesar de o coral se inscrever em um concurso, este jamais se torna o centro do filme (na verdade, acaba servindo a uma conclusão bonita e espirituosa). E segundo, porque o foco principal está no protagonista, não nos “alunos”. A trama gira em torno do maestro Daniel (interpretado com extrema competência por Michael Nyqvist, da comédia: Bem-Vindos), que busca uma paz que ele mesmo desconhece. Os dramas individuais dos personagens secundários existem, mas estão lá apenas para pontuar a narrativa e servir à sua construção.
A premissa maior de A Vida no Paraíso é que o canto funciona como uma chave que abre o coração e a alma das pessoas, ajudando não só os habitantes da cidade a se soltarem, mas também o próprio Daniel, já que ele encontra a sua redenção naquela vivida por seus alunos. Daniel é um homem que respira música, desde a infância. Vemos nas primeiras cenas que ele sempre se esforçou ao máximo para tirar o som perfeito dos instrumentos (ele chega a ter o nariz sangrando enquanto rege uma orquestra). Mas, mesmo que inconsciente, ele sabe que falta algo - que finalmente encontra na voz do coral: é o som humano, que arrepia; que parece ser uma conjuração universal, exatamente como naquela viagem espacial de Kubrick em 2001.
A Vida no Paraíso também fala sobre a importância do equilíbrio interno, tema representado pelo caminhão que Daniel vê deslizando na neve e, mais tarde, pela bicicleta que ele quer aprender a usar. Não fosse a superficialidade das subtramas, que tomam um tempo desnecessário, o filme seria ainda melhor.

* O filme e a música originais são em Sueco, mas como eu não sei uma palavra nesse idioma eu coloquei a versão em Inglês da LETRA (O Áudio é em sueco).
** Tradução minha

sábado, novembro 14, 2009

Post de Aniversário

Terça feira é meu aniversário. Antigamente eu gostava de fazer aniversário, mas atualmente não ligo tanto.
Ainda sim não é todo dia que se completa 26 anos, eis o motivo do post...
Obrigado a todos; espero que estejam presentes todos os dias para verem eu completar 27.


Envelheço na Cidade

Ira
Mais um ano que se passa, mais um ano sem você
Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade
Essa vida é jogo rápido para mim ou pra você
Mais um ano que se passa e eu não sei o que fazer!

Juventude se abraça, faz de tudo pra esquecer
Um feliz aniversário para mim ou pra você...
Feliz aniversário - envelheço na cidade
Feliz aniversário - envelheço na cidade
Feliz aniversário - envelheço na cidade
Feliz aniversário

Meus amigos minha rua, as garotas da minha rua,
Não os sinto, não os tenho... mais um ano sem você!
As garotas desfilando, os rapazes a beber
Já não tenho a mesma idade, não pertenço a ninguém

Juventude se abraça, faz de tudo pra esquecer
Um feliz aniversário para mim ou pra você...
Feliz aniversário - envelheço na cidade
Feliz aniversário - envelheço na cidade
Feliz aniversário- envelheço na cidade
Feliz aniversário- la,la,la,la,la,la,la
Juventude se abraça, se une pra esquecer
Um feliz aniversário para mim ou pra voce...
Feliz aniversario - envelheço na cidade
Feliz aniversário - envelheço na cidade
Feliz aniversário - envelheço na cidade
feliz aniversário - envelheço na cidade

quinta-feira, outubro 29, 2009

Momentos Felizes


À Francesa
Marina Lima*
Tamanho
Meu amor se você for embora
Sabe lá o que será de mim
Passeando pelo mundo a fora
Na cidade que não tem mais fim
Ora dando fora ora bola
Um irresponsável pobre de mim

Se eu te peço para ficar ou não
Meu amor eu lhe juro
Que não quero deixá-la na mão
E nem sozinha no escuro
Mas os momentos felizes
Não estão escondidos
Nem no passado nem no futuro

Meu amor não vai haver tristeza
Nada além de fim de tarde a mais
Mas depois de todas luzes acesas
Paraísos artificiais E se você saísse à francesa
Eu viajaria muito mais muito mais



*Pelo menos ficou famosa na voz dela

terça-feira, outubro 20, 2009

Selinhos

Calma que não tem nada a ver com o que vocês estão pensando, eu ganhei dois selos da Thalita autora do Quarto Índigo, portanto vou postá-los aqui e também responder ao "questionário" dos dois e postá-los agora:

O primeiro é esse:

Regras:
I Colocar 8 Características minhas:
Confesso que minha primeira idéia foi colocar minhas "informações nutricionais", mas resolvi escrever outras:
1 Pateta
2 Hiperativo
3 Maluco, louco, tresloucado
4 Da paz
5 Obsessivo-compulsivo
6 Feliz
7 (In)Discreto (depende do ponto de vista)
8 Brincalhão

II Indicar 8 blogs:


O segundo é este:

Vamos às regras:

1 - Tem algum blog (ou mais de um) blog que te ajudou a blogar quando iniciou (dicas, receptividades, incentivos)?

R: Quem mais me ajudou, e ainda está ativa nos blogs, foi a Vivi.

2 - Qual foi a sua fonte inspiradora?

R: Minha vida. Ela não é inspiradora?
Brincadeira, eu não tive, nem tenho muito disso não, eu só escrevo o que dá na cabeça....

3 - Blogar é muito gratificante quando...

R: Sei que o que escrevi tocou os leitores de alguma forma.

4 - Quanto tempo se dedica ao seu blog? Em que horário você gosta de blogar?

R: Mais que deveria e menos que gostaria... Entro na hora que eu tenho um tempo livre, com trabalho e estudo não é mole fazer tudo (rimou de propósito).

5 - O mundo da blogosfera seria mais interessante "se":

R: Acho que se tivesse mais gente escrevendo, adoro ler as coisas que os outros postam.

6 - Seu coração blogueiro não se engana quando (referente a outro blog ou blogueiro)...

R: Quando em mim desperta uma sensação boa...

7 – Devo indicá-lo a sete amigos:


Para ver os recomendados, basta clicar nos nomes.
*É novo na minha lista, mas já gostei.

terça-feira, outubro 13, 2009

Break Free!

Libertas Quæ Sera Tamen!
Hoje quero falar de liberdade, mas antes é preciso definir o que é liberdade. O dicionário define liberdade da seguinte maneira:
liberdade
li.ber.da.de
sf (lat libertate) 1 Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação física ou moral. 2 Poder de exercer livremente a sua vontade. 3 Condição de não ser sujeito, como indivíduo ou comunidade, a controle ou arbitrariedades políticas estrangeiras. 4 Condição do ser que não vive em cativeiro. 5 Condição de pessoa não sujeita a escravidão ou servidão. 6 Dir Isenção de todas as restrições, exceto as prescritas pelos direitos legais de outrem. 7 Independência, autonomia. Liberdade é tudo isso, e mais, é, segundo o curta A Ilha das Flores, um sentimento que não há quem explique e ninguém que não entenda.
Refletindo na semântica da palavra e no que diz o filme, pensei: - "O que torna as pessoas livres? E, por que um ser que, essencialmente, nasce para ser livre se deixa, deliberadamente, aprisionar?". Não tenho respostas, mas teorias, posso estar certo como Galileu estava a respeito do movimento dos astros, ou, tão errado quanto àqueles que criam que a Terra era chata.
Acredito que se nos prendemos a alguma coisa, fazemo-no ou por nossa própria vontade ou por que alguém nos obriga, ainda sim, obedecemos à esse alguém por escolha, mesmo que nos ameace, podemos escolher não obedecer e, é claro, sofrer as conseqüências.
Não é muito diferente na educação. Talvez, a única diferença seja que, na maioria dos casos, os professores sequer dão a opção dos alunos serem livres para escolher o que e o modo como vão aprender, estas coisas lhes são impostas e cobradas (não necessariamente nessa ordem), sem sequer perguntar se lhes interessa este ou aquele conteúdo, tudo é ensinado, mas será que tudo é aprendido? Ou Apreendido?
Na contra mão de tudo isso está um educador, talvez o maior que o Brasil já teve: Paulo Freire que trouxe muitas contribuições para o modo de pensar a educação.
Desde sua interpretação da relação homem-mundo, pois Freire incentivava a cada um encontrar seu papel na sociedade como sujeito ativo, quebrando, assim, o paradigma do fatalismo ou de uma cultura hegemônica que padroniza, massifica as pessoas, em detrimento da cultura popular.
O conhecimento, para Freire, deveria se conscientizado, ou seja, era feito na diferença, aprender o "para que" e não o "como". Mesmo a escola, instituição canonizada pelos educadores em geral, não ficou "a salvo", para Freire a escola deveria utilizar-se de uma educação problematizadora e sua metodologia devia basear-se no diálogo e a avaliação deveria basear-se na auto-avaliação e na avaliação mútua, sem o processo de notas ou exames, cada um saberia suas dificuldades e seus progressos – em termos gerais é este o pressuposto no qual a teoria freiriana baseia seu sistema de avaliação. A grande problemática aqui seria a dificuldade em adotá-la no ensino tradicional (seja ela nas séries iniciais ou no ensino médio), pois:
- Tendo como base que a educação popular está inserida em um contexto totalmente diferente, onde as pessoas procuram a escola porque realmente desejam aprender;
- Lembrando que nas escolas tradicionais há um currículo, metas e objetivos propostos pelo governo, definindo aquilo que o professor precisa ensinar e o conteúdo que deve exigir de seus alunos;
- Associado a isto temos a questão da educação totalmente desvalorizada, com a responsabilidade deixada de lado, juntamente com a ética e a moral;
- E com uma lei que exerce um papel na tentativa de sustentação de uma sociedade que se encontra como um “sepulcro caiado”.
Diante do exposto, resta-nos um questionamento: Sem a exigência de normas, notas e fiscalização, haverá a possibilidade real de usarmos esta proposta? Infelizmente o que vemos em nossa sociedade é que a maioria das pessoas baseia-se na existência ou presença de uma pessoa ou órgão que lhe dite as regras e que fiscalize o cumprimento das mesmas. A começar dos governantes que não dão qualquer exemplo, como esperar que uma auto-avaliação funcione onde a “Lei de Gerson” predomina? Onde “o importante é levar vantagem em tudo, certo?”
Outras perguntas que ficam são: Será que este tipo de educação pode ser aplicada numa sociedade onde o conceito de bom professor é o daquele que "domina" a sala e que não é dado o direito de fala ao aluno e que "enche a lousa de lição"?
Para essas nem mesmo uma teoria eu tenho.






I Want to Break Free (Queen)

I want to break free
I want to break free
I want to break free from your lies
You're so self satisfied I don't need you
I've got to break free
God knows, God knows I want to break free.

I've fallen in love
I've fallen in love for the first time
And this time I know it's for real
I've fallen in love,
God knows, God knows I've fallen in love.

It's strange but it's true, yeah
I can't get over the way you love me like you do
But I have to be sure
When I walk out that door
Oh how I want to be free, baby
Oh how I want to be free,
Oh how I want to break free.

But life still goes on
I can't get used to, living without, living without,
Living without you by my side
I don't want to live alone, hey
God knows, got to make it on my own
So baby can't you see
I've got to break free.

I've got to break free
I want to break free, yeah
I want, I want, I want, I want to break free.

disponivel em: <http://vagalume.uol.com.br/queen/i-want-to-break-free.html> Acesso em 13 Out.2009

Tradução *:

Quero me Libertar (Queen)

Eu quero me libertar
Eu quero me libertar
Eu quero me libertar das suas mentiras
Você é tão auto-suficiente, Eu não preciso de você
Eu tenho que me libertar
Deus sabe, Deus sabe que eu quero me libertar.

Eu me apaixonei
Eu me apaixonei pela primeira vez
E dessa vez eu sei que é real
Eu me apaixonei,
Deus sabe, Deus sabe que eu me apaixonei.

É estranho mas é verdade, sim
Eu não consigo superar a maneira que você me ama como você faz
Mas tenho a certeza
Quando eu sair por aquela porta
Baby Oh como eu quero ser livre,
Ah como eu quero ser livre,
Ah como eu quero me libertar.

Mas a vida continua
Não posso me acostumar a viver sem, Viver sem,
Viver sem você do meu lado
Eu não quero viver sozinho, hey
Deus sabe, tenho que fazer isso sozinho
Assim, você não consegue ver
Eu tenho que me libertar.

Eu tenho que me libertar
Eu quero me libertar, yeah
Eu quero, eu quero, eu quero, eu quero me libertar.

*Tradução minha.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Nunca subestime um professorzinho*

Esta semana eu me superei, fiz um trabalho com meus alunos que até eu me surpreendi com os resultados. Levei para um 6º ano (Antiga 5ª série) o poema Fanatismo, de Florbela Espanca e fiz uma discussão com os alunos, ultimamente tenho tentado botar em prática o que tenho vivido na graduação, e decidi fazer a discussão em roda.
Passei copias do texto aos alunos e pedi-lhes que sentassem em circulo, lemos o poema e dei inicio a discussão, fiz uma pergunta aos alunos:
-Vocês acham que o amor que o eu-lírico sente pode se acabar?
Ao que um dos alunos respondeu:
-Pode, se o namorado dela largar dela.**
-Mas e ela? Vai deixar de amar ele?
- Ah! Vai né sor!
-Será mesmo?Com quem que ela compara o amor dela?
-Com Deus, sor!
-Ué! E Deus tem fim?
-Não!
-E o amor dela?
-Então, não, né, sor...
-Mas por que você acha que ela comparou o amor com Deus?
-Por que Deus é amor, sor!
-Exatamente, agora quem sabe me dizer como é que vocês chegaram a conclusão que é uma mulher?
- Por que ela fala "Enlouquecida", sor, termina com A, se fosse homem ia ser O...
-Muito bem. Vocês acham que esse amor é real ou imaginário?
-Real!
-Tem certeza, ela não fala que ela está sonhando com ele? Se ela está sonhando, como pode ser real?
-Verdade né sor, ela tá até cega de ver ele, quer dizer que ela só tem olhos para ele, mas não falô com ele...
-É uma possibilidade...

Este não é o dialogo completo, é somente uma parte do que falamos em sala, é que como eu conduzia o debate, não tive como anotar tudo.
*O titulo do post faz referencia ao livro de Fernanda Takai "Nunca subestime uma mulherzinha" da Editora: PANDA BOOKS.
**As falas foram reproduzidas como os alunos as disseram.

Aqui está a música do poema e se você clicar aqui vai ver uma produção na qual eu participo.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Lamento

Há muito tempo, meu coação,

Tristeza,
insondavel e incompreensivel.
Inenarravel dor
que sinto
Falta-me vontade,
não quero lhe dizer:
-Feliz aniversário,
pai.


Hoje é aniversário dele, essa é minha "Homenagem". Serei diferente, isso eu garanto.

quinta-feira, setembro 10, 2009

2001: Uma Odisséia Escolar.

Naquela época, nós éramos os caras legai. A Milene, a Rúbia, o Ricardo, a Anynha, o Daniel e eu. Éramos inseparáveis e, também, de acordo com os professores, "A turma do fundão", mas jamais fomos como os idiotas-sem-noção das outras classes que desrespeitam os professores.
Além do bom senso de, no geral, obedecermos às exigências dos mestres, o nosso grupo tinha uma vantagem que nenhum outro grupo da escola e nem outro que vi depois como professor teve; tínhamos dois alunos-prodigios: A Milene e eu.
Como eu já contei certa vez, sempre fui um ótimo aluno, mas no ultimo ano do atual Ensino Médio, eu me juntar à esse extraordinário e improvável grupo. Foi tudo obra do Ricardo e da Rúbia (Ele é meu melhor amigo até hoje); não me lembro exatamente como me uni a eles, mas depois que o fiz aquele ano tornou-se o melhor que tive na vida escolar.
O mais curioso é que com a minha "aura de bom aluno", juntamente com a Milene, acabava protegendo meus colegas da ira de certos professores. Não que jamais tenha sido mais inteligente que qualquer um deles, mas eu sempre fora aplicado nos estudos e isso me deu certa fama na escola.
Muitas coisas engraçadas aconteceram aquele ano, dentro e fora da escola, mas o que me lembro melhor foi certa aula de matemática em que estavam todos sentados em duplas (exceto eu, a professora obrigara-me a ficar sem par) e, por algum motivo, próximos da porta, eu estava quito, já que estava sozinho e a atividade era para nota, Rúbia conversava e ria com a Milene logo atrás, a professora dá um grito e diz:
-Rúbia, Milene, vocês estão falando muito! Leci, sai já daí!
Eu fiquei pasmo! Elas mais que eu, era tão incompreensivel como o raciocínio da professora levara a concluir que o culpado da conversa alheia era eu, saí e fui ao lugar designado por ela, as duas continuaram a conversar, no fim da aula juntamo-nos novamente e riamos do disparate da professora.
2001 foi o ano em que pela ultima vez eu entrara numa escola como aluno e o ultimo ano em que vi muita gente, mas ainda vejo, as vezes a Rúbia, a Milene e o Ricardo, bem ele é meu melhor amigo, vejo-o sempre...

sexta-feira, agosto 21, 2009

Quebrantado

Eu olho para cruz
E para a cruz eu vou
Do seu sofrer participar
Da sua obra vou cantar

Meu salvador
Na cruz mostrou
O amor do pai
O justo Deus

Pela cruz, me chamou
Gentilmente me atraiu e eu
Sem palavras me aproximo
Quebrantado por seu amor

Imerecida vida
De graça recebi
Por sua cruz
Da morte me livrou

Trouxe-me a vida
Eu estava condenado
Mas agora pela cruz
Eu fui reconciliado

Pela cruz, me chamou
Gentilmente me atraiu e eu
Sem palavras me aproximo
Quebrantado por seu amor(2x)

Impressionante é o seu amor
Me redimiu e me mostrou
O quanto é fiel

Essa musica me tocou muito profundamente
ei-la:

segunda-feira, julho 27, 2009

(Re)Organização

Nos ultimos dias eu estive passando (novamente) por uma reorganização, tanto na vida pessoal, profissional, academica e espiritual.
Acho que sou uma verdadeira metamorfose ambulante - Sério; eu passo por uma dessas mais ou menos uma vês por ano, algumas são mais significativas, outras nem tanto. Desta ultima, percebi que não tenho dedicado tempo suficiente a questões fundamentais, como meu relacionamento familiar, meus estudos, trabalho, e Deus.
No mínimo tenho negligenciado essas áreas de minha vida, eu as deixei num canto e vivia como um robô. Tirei uns dias para pensar, não sai de casa, não falei nem com meu melhores amigos, dei um tempo de tudo, e cheguei a conclusão que preciso me organizar se quero seguir em frente.
Eu tinha o mau hábito de pensar que só pela minha inteligência eu poderia me dar bem sempre, modestia a parte, eu sou muito inteligente, prova disso são os resultados ótimos que obtenho em provas, mas ótimos resultados não têm sido suficiêntes. Percebi isso quando, num concurso, fui aprovado em 30º colocado (de mil), entretanto, existem apenas quatro vagas, logo, é muito dificil que eu vá trabalhar nesse cargo; a segunda bomba: eu, que nunca tirara um 7 em minha vida tirei o primeiro, na disciplina de Organização do trabalho escolar, isso foi minha culpa, não levei a sério a matéria e julguei que só com minha inteligência e memória me daria bem, como sempre; não posso negar que sim, eu fui bem nas provas e trabalhos em grupo, contudo, alguns trabalhos não fiz, porque, a final, tirara um 10 na prova e um 8,5 nos trabalhos em grupo. O 7 foi um tapa em meu rosto, aprendi a não negligenciar as coisas; estava num turbilhão de acontecimentos e nem me dei conta que não dei a devida atenção às coisas que realmente importavam, por isso me organizei melhor e vou trabalhar, esdudar, me relacionar por inteiro e não mas mecânicamente como eu vinha fazendo.

sábado, julho 18, 2009

Acabou-se o que era doce

As férias acabaram, segu8nda feira volto ao trabalho, sei que não escrevi muita coisa aqui nas minhas férias, mas prometo, que vou ter mais consideração e postar semanalmente como antes...
Um beijo e um queijo

sábado, julho 04, 2009

Férias

Até que enfim, estou de férias...
Ano passado, fui para o Ceará, estou sentindo muita vontade de voltar lá; em primeiro lugar, porque lá está bem mais quente que aqui, a temperatura média lá no Inverno é de 30ºC, aqui a temperatura é de 12ºC, fora o vento e a chuva, lá não chove. Em segundo lugar, porque, estando no hotel, não preciso fazer nada; aqui em casa eu tenho que limpar, lavar, cuidar, etc.
Vantagens de estar de férias:
1 Posso acordar a hora que eu quiser.
2 Não preciso ler nenhum textos, nem discutí-los; não que eu não goste de fazer isso, mas realmente fazer isso com pouco tempo é cansativo.
Bom, não posso viajar, porque não me planejei para isso esse ano, mas tudo certo, pelo menos eu posso me lembrar dos dias agradaveis que passei lá no Ceará.

quarta-feira, junho 24, 2009

A última dose.

Houve uma época, muitos e muitos anos atrás, quando eu ainda acreditava em todas as pessoas, e achava que todos eram bons e ficava sentado na soleira da porta, esperando por meu pai. Ele sempre trabalhou muito, mas o que nos mantinha afastados não era o trabalho, era algo mais poderoso, que mesmo o amor de seus três filhos (Minha irmã, eu e meu irmão) não pode vencer. O que mantinha-nos afastados era o Bar, contra o qual nunca pude concorrer.
Meu pai saia do trabalho as 16:00h, ia direto para o bar, ficava lá até as 17:30, vinha para casa completamente embriagado, parecia odiar a si mesmo, a mulher e os filhos. Certa vez ele nos bateu (em mim e em meus irmãos) sem qualquer motivo. Sempre esperei meu pai na soleira da porta, jamais ele veio, sempre passava por mim era aquele homem do bar, trôpego, agressivo, e mau. Para compensar sua ausência meu pai dava dinheiro, não que fosse muito, mas sempre tive o que queria, exceto meu pai, este era propriedade exclusiva do bar.
Passaram infância e adolescência, virei homem e comecei a cuidar de minha própria vida, não o esperava mais na porta, sabia que não viria, desisti. É claro que nunca ter conhecido meu pai trouxe-me consequências terríveis, em primeiro lugar o único modelo masculino que eu tinha a minha disposição era um bêbado, o que, deve-se convir, não é o melhor exemplo para a formação do carater de ninguém; em segundo lugar eu tive que aprender muita coisa no mundão, o que com certeza, embora seja eficaz, não é nada seguro e, por fim, perdi o amor, que tive, por meu pai.
Quero deixar bem claro que eu não o odeio, pois se odiasse implicaria em me importar com seu destino; este homem simplesmente não significa para mim mais que um desconhecido por quem eu passo na rua. É exatamente isso, meu genitor não provoca em mim maior simpatia que o tiozinho que passa em frente do meu trabalho vendendo sorvete, embora o tiozinho do sorvete costumeiramente me dê atenção quando falo e seja muito mais gentil.
Daqui alguns anos, depois que meu pai tomar a última dose, ele vai chegar em casa que estará toda apagada, acenderá a luz e procurará por sua família, então, se lembrará que os filhos o deixaram, a mulher o abandonou e que restou-lhe somente o bar. Quem sabe, então, ele seja finalmente feliz. Se me ligar e perguntar, onde estou, se não quero estar com ele, responderei:
- Talvez você devesse buscar no bar, que foi sempre sua prioridade, algum alento para sua solidão.

Está história é baseada em fatos reais da minha vida.
Eu já o perdoei, mas isso não significa que tenho que conviver com uma pessoa que só tornou minha vida infeliz.

segunda-feira, junho 08, 2009

Computador Novo - Velha Bagunça.

Na última Quinta-feira dia 04 de Junho de 2009 fui buscar meu novo Computador, "arrumei" o quarto só para recebê-lo, mas não parou por aí; como eu estou de pc novo, nada mais justo que dar uma cara nova para meu blog, o coitado estava com a mesma cara há quase 3 anos, não que eu não gostasse mais do templante que tinha, mas chega uma hora que a gente tem que mudar.
Agora só faltam alguns detalhes, como links para os blogs dos amigos - alias, se alguém passaou aqui e não viu seu link é por um motivo bem simples, eu não lembro o de cabeça o blog de ninguém, e eu não salvei os links para os blogs como eu fiz com minha descrição, por exemplo (Mea Culpa, mea maxima culpa!), portanto, se você está lendo este post e não tem seu link aqui, me manda um comentário e deixa o endereço que eu ponho.

Obrigado pela compreensão:
Reshi.

PS: Estou tentando colocar o pc novo e o antigo em rede, quem sabe eu não fico com 2 pcs online, por enquanto é só um sonho...
PPS: Agora, o quarto voltou ao seu estado natural, ou seja, uma bagunça, até que a arrumação durou bastante; 3 dias...

quinta-feira, maio 28, 2009

Diversão canina

Algumas horas de lazer por dia melhoram, e muito, a qualidade de vida da gente. Eu estava cansado e sem tempo para nada, resolvi dar um "Break" e relaxar, para variar um pouco.
Decidi que faria uma caminhada para tirar da cabeça os problemas e levei comigo meu MP6 que é celular, mp3, filmadora/câmera fotográfica, cazeia, chuleia, leva o cachorro para passear, lava, passa, cozinha e da banho nas crianças, e se precisar faz até ligações - Alias é incrível como um só aparelho é capaz de fazer tanta coisa, eu mal consigo dirigir o carro; e levei também meu cão. Comecei a "caminhada" com um pequeno cabo de guerra com ele, não é fácil levar um cachorrão como o meu para passear, ele é um Gold Retrivie (da mesma família do labrador) que mais parece um cavalo de tão grande e forte, mas é um bobão, não vale nada, só assusta pelo tamanho, mas não faz mal nem ao meu gato preguiçoso. Embora ele seja "adestrado" é bem dificil lidar com ele, quando se interessa por alguma coisa, não adianta dar comandos (não, senta, fica, queto, etc), ele vai verificar o que é e pronto.
"Caminhamos" até uma praça bem perto de casa, ele adora crianças, muito embora a maioria tenha medo dele (eu não as culpo, se um bicho daquele tamanho vem pro meu lado, eu saio correndo), eu fiquei vendo as crianças brincando de correr, pega-pega, pular corda, e até bolinha de gude, eu jurava que esta brincadeira estava extinta, mas é como um amigo meu disse a um tempo atrás: "Acho, mesmo, é que existe um vírus da brincadeira no ar que quando a gente menos espera as crianças redescobrem as brincadeiras de antigamente"...

quarta-feira, maio 20, 2009

Cansaço

Você sabe que o trabalho finalmente está lhe enlouquecendo quando tenta passar o crachá eletrônico na porta do banheiro.
Você sabe que passou muito tempo na frente do computador (trabalhando) quando está em casa e:
1 Ao ler um livro, procura a barra de rolagem para virar a página;
2 Ao fechar uma janela, você vai no canto superior direito e procura um X;
3 quando vai arrumar o quarto, tenta o botão organizar automaticamente;
4 Quando sua mãe pede para por o lixo na rua e você clica em esvaziar lixeira;
5 quando você quer dormir, tenta fazer um log off.
Se você, assim como eu, tem um ou mais desses sintomas; tire férias imediatamente, você corre o risco de surtar...


Um dia desses eu consigo dormir...
Pena que as coisa não sejam faceis de arrumar como no computador, imagimem só, você comete um erro daqueles e clica em desfazer...

sexta-feira, maio 08, 2009

Croniquinha de um minuto.

Em um minuto o coração humano bate, em média, de sessenta a oitenta vezes, isso, é claro, em repouso, e bombeia aproximadamente quatro litros de sangue nesse tempo.
Piscamos cerca de vinte vezes por minuto, respiramos em torno de seis litros de ar por minuto.
Um minuto é bastante tempo para uma geração inteira de bactérias se reproduzir.
Por minuto oito mil pessoas morrem, no Brasil, devido as conseqüências do ato de fumar. A única coisa aqui que, talvéz, demore mais que um minuto é o tempo de ler essa crônica.

segunda-feira, abril 20, 2009

Dia do Índio

Domingo, 19 de Abril foi o dia nacional do índio
Achei uma belíssima homenagem.
Ficha Técnica:

Agência: Fischer América 
Cliente: CAIXA ECONOMICA FEDERAL
Produto Institucional
Título Filme: Dia do Índio
Diretores de Criação: Flávio Casarotti e Pedro Cappeletti
Redação: Flávio Casarotti e Daniela Ribeiro
Diretor de Operações: Claudia Lassance
Gerente de Operações: Rianni Bertoldo
Operações: Ana Campos
Diretor de Planejamento: Estratégico Isabelle Perelmuter
Planejamento Estratégico: Flávia Campos
RTVC: Fernanda Sousa
Diretor de Mídia: Adrian Ferguson
Mídia: Luís Augusto Machado
Aprovação Cliente: Clauir Santos, Tadeu Rigo e Edson Kikuchi
Produtora: O2 Filmes
Diretor: Heitor Dhalia
Diretor Fotografia: Lito Rocha
Diretora de Arte: Larissa Cambaúva
Assist. Dir. Arte: Fernando Cáceres
Produtores de Objetos: Adriana Godoy e Edu Fazzio
Montador: Livia Serpa
Pós-Produção: O2 Filmes
Finalizadora: O2 Filmes
Produtora de Áudio: Atakk

quinta-feira, abril 09, 2009

O tempo passa,

O tempo voa...

Notícias de última hora, estou tão ocupado com o trabalho e a nova graduação que quase me esqueci de atualizar aqui.
Tenho muitas coisas a contar, mas isso exige tempo, que no momento eu não disponho, mas para acalmar minha alma e tranquilizar meus amigos e leitores trago essas novas:
Eu fui aprovado no Vestibular da UNESP, aqui em Rio Claro, para Pedagogia, já estou devidamente matriculado e cursando. Estou ocupadíssimo com textos que devo ler e questões que devo responder a respeito dos mesmos.
Eu tive uma crise Renal,  fiquei muito mal, fiz exames para descobrir do que se trata, nada conclusivo, terei de fazer mais exames. 
Por enquanto é só, se minha net voltar ao normal eu volto a postar no domingo (alias é o único dia que eu tenho livre agora...)

O tempo é curto, mas sempre dá tempo para uma piadinha...

segunda-feira, março 16, 2009

Água

Outro dia eu fui para a piscina - eu costumava a ir sempre quando eu era mais novo -  nesse dia, já se passara um ano desde que entrara na água pela última vez; tinha me esquecido da sensação de mergulhar na água fria e nadar. Quando mergulhei senti-me feliz, nadar sempre foi uma das atividades que mais gosto, flutuei, sem peso. Senti-me em meu elemento, ali era meu lugar. É como eu sempre digo para minha mãe: "Acho que você foi pescar e, pegou um peixe para criar".
Amo nadar, e para ser muito sincero, me senti tão feliz nesse dia como a muito tempo eu não era. Me senti como criança novamente e mesmo depois de ter nadado por horas, senti me leve e descançado como se ao nadar eu deixasse o peso que carrego nos ombros n'água.

"Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna." (João 4: 13 e 14)

domingo, fevereiro 15, 2009

A terceira margem do rio*




Composição: Caetano Veloso/Milton Nascimento

Oco de pau que diz:
Eu sou madeira, beira
Boa, dá vau, triztriz
Risca certeira
Meio a meio o rio ri
Silencioso, sério
Nosso pai não diz, diz:
Risca terceira

Água da palavra
Água calada, pura
Água da palavra
Água de rosa dura
Proa da palavra
Duro silêncio, nosso pai

Margem da palavra
Entre as escuras duas
Margens da palavra
Clareira, luz madura
Rosa da palavra
Puro silêncio, nosso pai

Meio a meio o rio ri
Por entre as árvores da vida
O rio riu, ri
Por sob a risca da canoa
O rio riu, ri
O que ninguém jamais olvida
Ouvi, ouvi, ouvi
A voz das águas

Asa da palavra
Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai

Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
Rio, pau enorme, nosso pai

* A musica foi inspirada pelo conto homônimo de João Guimarães Rosa, quem ainda não leu esse conto está deixando de conhecer uma das obras mais belas e cheia de significado de um autor que, com certeza foi um dos maiores da língua portuguesa. Para lê-lo, basta clicar no título da música.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

O Professor

Segunda-Feira, dia 09/02/2009, eu começo a trabalhar na Escola Estadual Ulisses Guimarães em Ipeúna, tenho pela frente um ENORME desafio, pois, pela primeira vez em minha vida, eu darei aula para crianças das antigas Primeira a Quarta séries e, embora eu tenha alguma experiência com crianças dessa faixa etária, eu realmente nunca lecionei para essa idade.
É claro que eu estou superempolgado para começar, conhecer as crianças e dar inicio ao meu trabalho com elas, o desafio só me motiva ainda mais, espero conseguir dar conta rasoavelmente bem, pois pretendo fazer o melhor que eu sei e ensinar à essas crianças de acordo com o planejamento que elaborei. Eu serei, a partir desta segunda-feira, O Professor de Inglês dessas crianças.

terça-feira, janeiro 27, 2009

O primeiro.

Geralmente eu nunca ganho nada, verdade, ou por falta de sorte ou  por simples incompetência. Na verdade, não me lembro de um dia ter conseguido o primeiro lugar em nada. 
Sou o segundo filho, nunca fui o primeiro namorado de nenhuma garota, e nem na chamada da escola eu corria o risco de ser o primeiro, meu nome começa com L. Nem mesmo nos estudos, em que eu sempre me destaquei, mas jamais cheguei a ser o melhor da classe.
Entretanto neste domingo eu prestei um concurso público, no qual eu fui aprovado, mas não fui só aprovado, eu fui o PRIMEIRO* colocado; e mais, com quase dez pontos de diferença para o segundo. Mas antes de me julgarem orgulhoso quero dizer que isso foi, de certa forma, uma resposta às minhas orações, pois eu estava (e para falar a verdade ainda estou um pouco) preocupado com meu futuro financeiro, eu tinha trabalhado o ano de 2008 todo como professor contratado e não fazia ideia que não teria direito ao seguro uma vez que o contrato se encerrasse. Estou um tanto endividado e nem teria como pagar as contas se minha mãe não as pagasse, então eu estava orando a Deus, com medo que esse ano eu não conseguisse ser contratado que se isso ocorresse eu não teria condições de pagar nem minhas contas nem meus pais, mas sendo Deus fiel permitiu que eu passasse e como só há uma vaga, Ele me concedeu a graça de passar em primeiro, garantindo, assim, meu emprego este ano. agora que sei que não tenho direito ao seguro desemprego eu farei uma poupança com uma parte do meu salário para o ano que vem eu não passar por esse sufoco.

*Clique no link para ver o resultado do concurso no qual eu fui aprovado, procurem na área que trata dos professores de inglês.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Simplicidade

É engraçado como as conclusões mais simples a que chegamos são as que, geralmente, levamos mais tempo para encontrar.
Eu por exemplo, levei muito tempo para chegar à conclusão que não vale a pena perder tempo discutindo com pessoas que se acham donos da verdade, por mais que seus argumentos pareçam bons, esse tipo de pessoa nunca aceitará que outra opinião é boa. Aprendi isso discutido com meu pai. 
Outra conclusão brilhante que cheguei é de que não importa o quanto se tente, jamais será bom o bastante para todas as pessoas, sempre haverá alguém que fará você sentir-se horrível por ter feito a coisa certa. Aprendi isso com as criticas contantes de minha mãe. Mas, bem, família a gente não escolhe não é mesmo? 
Mas a conclusão mas celebre que eu cheguei foi uma que já devia ter chegado à uns sete anos, isso mesmo, sete anos. O mais engraçado é que de certa forma eu já sabia, mesmo assim, por algum motivo estranho, eu nunca aceitei essa verdade nua e crua, tinha que ser mais complicado; eu sempre complico tudo, mas à noite Deus me disse: "Para de complicar!".
Bom, muita gente vai achar que isso não é coisa que Deus diria, que acreditam que o modo mais provável de Deus se dirigir ao seu servo seria através de um profeta e Ele diria alguma coisa assim: "Filho meu, eis que te digo que não deves tu complicares a tua própria vida".
Pra ser sincero, não duvido que Deus use os seus profetas quando lhe convém, mas tenho certeza que do jeito que ele falou comigo foi mais eficiente. Agora que eu resolvi parte da minha vida, eu estou mais feliz, por ter simplificado, aos poucos vou simplicando tudo e quando eu terminar, sei que estarei pronto para me juntar no paraíso ao homem que foi o mais simples: Jesus.

domingo, janeiro 04, 2009

A vida, o universo e tudo mais *

Deus realmente existe? E, se ele existe, por que não dá provas da sua existência? Bilhões de galáxias no universo, cada uma com os seus bilhões ou trilhões de estrelas, num sistema solar remoto, de uma das poucas galáxias conhecidas, extiste vida.
Qual é a probabilidade de que isso seja só um acidente? De tantas galáxias e estrelas o único planeta que sabidamente existe vida é a Terra, será mesmo que isso é um acaso? As probabilidades são de um fenômeno como esse acontecer espontaneamente é tão remota que quase não existe, é muito mais provavel que a vida foi intensionalmente colocada neste planeta.
É imensa a improbabilidade matemática de que a vida se formasse espontâneamente em qualquer parte da Terra. As probabilidades são decididamente contra ela. É impossível. Os evolucionistas, no entanto, não consideram estas cifras de extrema improbablidade como obstácuilos invencíveis. Replicam: "se a probabilidade é tão pequena, então dê-lhe tempo suficiente e ocorrerá." Os evolucionistas afirmam que a geração espontâna da vida na Terra é um fato. Como podem crer em tal coisa? Parece-me que tem muitíssimo menos evidência do que nós temos para crer em Deus.
Será matematicamente possível que processos acidentais de geração de vida possam ter sido a causa da primeira forma de vida? Para responder à questão – a possibilidade de “acidentes aleatórios” tornarem matéria inanimada em matéria viva. Considere-se um cálculo do famoso ateu e cientista Sir Fred Hoyle. 
Hoyle defendeu que até as mais simples células vivas são extremamente complexas, contendo muitos ácidos nucleicos, enzimas e moléculas, todas juntas numa sequência muito precisa. Hoyle fez um cálculo das hipóteses que teriam cada 20 aminoácidos em aparecerem na Natureza na correta sequência para formar uma célula viva: a probabilidade é (segundo Hoyle) de 11.040 – 1 seguido de 40.000 zeros. Para os matemáticos normalmente consideram a hipótese de 1 seguido de 50.000 zeros como uma impossibilidade matemática, Hoyle concluiu que a vida não poderia ter aparecido por intermédio de atividade aleatória terrestre, mesmo que todo o Universo fosse composto por massa pré-biótica. 
As possibilidades de a vida se ter formado através de um processo aleatório são muito pequenas, por diversas razões. Primeiro, os cientistas têm descoberto muitas razões para pensar que a Terra primordial não era de todo constituída por uma “sopa pré-biótica”, conforme defendido até há bem pouco tempo. Em segundo lugar, não existe absolutamente nenhuma prova física da existência da “sopa pré-biótica”: de fato, não existem evidências de uma “sopa pré-biótica” nos registos geológicos estudados até agora. Em terceiro lugar, mesmo que os aminoácidos se tenham formado numa “sopa pré-biótica” primordial, no campo das probabilidades estamos em presença de um valor astronómico contra a hipótese de esses aminoácidos se juntarem para formar somente um conjunto de proteínas, quanto mais o DNA que encontramos em toda a vida! 
Mais: descobertas recentes em registos fósseis revelaram que, para que a vida aparecesse de forma aleatória e acidental, só poderia ter ocorrido há 130 mil milhões de anos; mas a Terra formou-se há cerca de 4,6 mil milhões de anos, podendo permitir a vida há cerca de 3,98 mil milhões de anos: esta diferença justifica-se porque a Terra era demasiado tórrida para permitir o aparecimento de qualquer forma de vida. Este fato torna as probabilidades da “vida por acaso” ainda mais remotas e matematicamente impossíveis. A hipótese de formação da vida por simples acaso não tem lógica científica.

* A Vida, o Universo e Tudo Mais é o titulo do terceiro livro da série de Douglas Adams.