domingo, janeiro 04, 2009

A vida, o universo e tudo mais *

Deus realmente existe? E, se ele existe, por que não dá provas da sua existência? Bilhões de galáxias no universo, cada uma com os seus bilhões ou trilhões de estrelas, num sistema solar remoto, de uma das poucas galáxias conhecidas, extiste vida.
Qual é a probabilidade de que isso seja só um acidente? De tantas galáxias e estrelas o único planeta que sabidamente existe vida é a Terra, será mesmo que isso é um acaso? As probabilidades são de um fenômeno como esse acontecer espontaneamente é tão remota que quase não existe, é muito mais provavel que a vida foi intensionalmente colocada neste planeta.
É imensa a improbabilidade matemática de que a vida se formasse espontâneamente em qualquer parte da Terra. As probabilidades são decididamente contra ela. É impossível. Os evolucionistas, no entanto, não consideram estas cifras de extrema improbablidade como obstácuilos invencíveis. Replicam: "se a probabilidade é tão pequena, então dê-lhe tempo suficiente e ocorrerá." Os evolucionistas afirmam que a geração espontâna da vida na Terra é um fato. Como podem crer em tal coisa? Parece-me que tem muitíssimo menos evidência do que nós temos para crer em Deus.
Será matematicamente possível que processos acidentais de geração de vida possam ter sido a causa da primeira forma de vida? Para responder à questão – a possibilidade de “acidentes aleatórios” tornarem matéria inanimada em matéria viva. Considere-se um cálculo do famoso ateu e cientista Sir Fred Hoyle. 
Hoyle defendeu que até as mais simples células vivas são extremamente complexas, contendo muitos ácidos nucleicos, enzimas e moléculas, todas juntas numa sequência muito precisa. Hoyle fez um cálculo das hipóteses que teriam cada 20 aminoácidos em aparecerem na Natureza na correta sequência para formar uma célula viva: a probabilidade é (segundo Hoyle) de 11.040 – 1 seguido de 40.000 zeros. Para os matemáticos normalmente consideram a hipótese de 1 seguido de 50.000 zeros como uma impossibilidade matemática, Hoyle concluiu que a vida não poderia ter aparecido por intermédio de atividade aleatória terrestre, mesmo que todo o Universo fosse composto por massa pré-biótica. 
As possibilidades de a vida se ter formado através de um processo aleatório são muito pequenas, por diversas razões. Primeiro, os cientistas têm descoberto muitas razões para pensar que a Terra primordial não era de todo constituída por uma “sopa pré-biótica”, conforme defendido até há bem pouco tempo. Em segundo lugar, não existe absolutamente nenhuma prova física da existência da “sopa pré-biótica”: de fato, não existem evidências de uma “sopa pré-biótica” nos registos geológicos estudados até agora. Em terceiro lugar, mesmo que os aminoácidos se tenham formado numa “sopa pré-biótica” primordial, no campo das probabilidades estamos em presença de um valor astronómico contra a hipótese de esses aminoácidos se juntarem para formar somente um conjunto de proteínas, quanto mais o DNA que encontramos em toda a vida! 
Mais: descobertas recentes em registos fósseis revelaram que, para que a vida aparecesse de forma aleatória e acidental, só poderia ter ocorrido há 130 mil milhões de anos; mas a Terra formou-se há cerca de 4,6 mil milhões de anos, podendo permitir a vida há cerca de 3,98 mil milhões de anos: esta diferença justifica-se porque a Terra era demasiado tórrida para permitir o aparecimento de qualquer forma de vida. Este fato torna as probabilidades da “vida por acaso” ainda mais remotas e matematicamente impossíveis. A hipótese de formação da vida por simples acaso não tem lógica científica.

* A Vida, o Universo e Tudo Mais é o titulo do terceiro livro da série de Douglas Adams.

Um comentário:

Thalita Carvalho disse...

ei Júnior, muito legal seu blog! Já está adicionado nos meus preferidos! Abraços!!