terça-feira, janeiro 27, 2009

O primeiro.

Geralmente eu nunca ganho nada, verdade, ou por falta de sorte ou  por simples incompetência. Na verdade, não me lembro de um dia ter conseguido o primeiro lugar em nada. 
Sou o segundo filho, nunca fui o primeiro namorado de nenhuma garota, e nem na chamada da escola eu corria o risco de ser o primeiro, meu nome começa com L. Nem mesmo nos estudos, em que eu sempre me destaquei, mas jamais cheguei a ser o melhor da classe.
Entretanto neste domingo eu prestei um concurso público, no qual eu fui aprovado, mas não fui só aprovado, eu fui o PRIMEIRO* colocado; e mais, com quase dez pontos de diferença para o segundo. Mas antes de me julgarem orgulhoso quero dizer que isso foi, de certa forma, uma resposta às minhas orações, pois eu estava (e para falar a verdade ainda estou um pouco) preocupado com meu futuro financeiro, eu tinha trabalhado o ano de 2008 todo como professor contratado e não fazia ideia que não teria direito ao seguro uma vez que o contrato se encerrasse. Estou um tanto endividado e nem teria como pagar as contas se minha mãe não as pagasse, então eu estava orando a Deus, com medo que esse ano eu não conseguisse ser contratado que se isso ocorresse eu não teria condições de pagar nem minhas contas nem meus pais, mas sendo Deus fiel permitiu que eu passasse e como só há uma vaga, Ele me concedeu a graça de passar em primeiro, garantindo, assim, meu emprego este ano. agora que sei que não tenho direito ao seguro desemprego eu farei uma poupança com uma parte do meu salário para o ano que vem eu não passar por esse sufoco.

*Clique no link para ver o resultado do concurso no qual eu fui aprovado, procurem na área que trata dos professores de inglês.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Simplicidade

É engraçado como as conclusões mais simples a que chegamos são as que, geralmente, levamos mais tempo para encontrar.
Eu por exemplo, levei muito tempo para chegar à conclusão que não vale a pena perder tempo discutindo com pessoas que se acham donos da verdade, por mais que seus argumentos pareçam bons, esse tipo de pessoa nunca aceitará que outra opinião é boa. Aprendi isso discutido com meu pai. 
Outra conclusão brilhante que cheguei é de que não importa o quanto se tente, jamais será bom o bastante para todas as pessoas, sempre haverá alguém que fará você sentir-se horrível por ter feito a coisa certa. Aprendi isso com as criticas contantes de minha mãe. Mas, bem, família a gente não escolhe não é mesmo? 
Mas a conclusão mas celebre que eu cheguei foi uma que já devia ter chegado à uns sete anos, isso mesmo, sete anos. O mais engraçado é que de certa forma eu já sabia, mesmo assim, por algum motivo estranho, eu nunca aceitei essa verdade nua e crua, tinha que ser mais complicado; eu sempre complico tudo, mas à noite Deus me disse: "Para de complicar!".
Bom, muita gente vai achar que isso não é coisa que Deus diria, que acreditam que o modo mais provável de Deus se dirigir ao seu servo seria através de um profeta e Ele diria alguma coisa assim: "Filho meu, eis que te digo que não deves tu complicares a tua própria vida".
Pra ser sincero, não duvido que Deus use os seus profetas quando lhe convém, mas tenho certeza que do jeito que ele falou comigo foi mais eficiente. Agora que eu resolvi parte da minha vida, eu estou mais feliz, por ter simplificado, aos poucos vou simplicando tudo e quando eu terminar, sei que estarei pronto para me juntar no paraíso ao homem que foi o mais simples: Jesus.

domingo, janeiro 04, 2009

A vida, o universo e tudo mais *

Deus realmente existe? E, se ele existe, por que não dá provas da sua existência? Bilhões de galáxias no universo, cada uma com os seus bilhões ou trilhões de estrelas, num sistema solar remoto, de uma das poucas galáxias conhecidas, extiste vida.
Qual é a probabilidade de que isso seja só um acidente? De tantas galáxias e estrelas o único planeta que sabidamente existe vida é a Terra, será mesmo que isso é um acaso? As probabilidades são de um fenômeno como esse acontecer espontaneamente é tão remota que quase não existe, é muito mais provavel que a vida foi intensionalmente colocada neste planeta.
É imensa a improbabilidade matemática de que a vida se formasse espontâneamente em qualquer parte da Terra. As probabilidades são decididamente contra ela. É impossível. Os evolucionistas, no entanto, não consideram estas cifras de extrema improbablidade como obstácuilos invencíveis. Replicam: "se a probabilidade é tão pequena, então dê-lhe tempo suficiente e ocorrerá." Os evolucionistas afirmam que a geração espontâna da vida na Terra é um fato. Como podem crer em tal coisa? Parece-me que tem muitíssimo menos evidência do que nós temos para crer em Deus.
Será matematicamente possível que processos acidentais de geração de vida possam ter sido a causa da primeira forma de vida? Para responder à questão – a possibilidade de “acidentes aleatórios” tornarem matéria inanimada em matéria viva. Considere-se um cálculo do famoso ateu e cientista Sir Fred Hoyle. 
Hoyle defendeu que até as mais simples células vivas são extremamente complexas, contendo muitos ácidos nucleicos, enzimas e moléculas, todas juntas numa sequência muito precisa. Hoyle fez um cálculo das hipóteses que teriam cada 20 aminoácidos em aparecerem na Natureza na correta sequência para formar uma célula viva: a probabilidade é (segundo Hoyle) de 11.040 – 1 seguido de 40.000 zeros. Para os matemáticos normalmente consideram a hipótese de 1 seguido de 50.000 zeros como uma impossibilidade matemática, Hoyle concluiu que a vida não poderia ter aparecido por intermédio de atividade aleatória terrestre, mesmo que todo o Universo fosse composto por massa pré-biótica. 
As possibilidades de a vida se ter formado através de um processo aleatório são muito pequenas, por diversas razões. Primeiro, os cientistas têm descoberto muitas razões para pensar que a Terra primordial não era de todo constituída por uma “sopa pré-biótica”, conforme defendido até há bem pouco tempo. Em segundo lugar, não existe absolutamente nenhuma prova física da existência da “sopa pré-biótica”: de fato, não existem evidências de uma “sopa pré-biótica” nos registos geológicos estudados até agora. Em terceiro lugar, mesmo que os aminoácidos se tenham formado numa “sopa pré-biótica” primordial, no campo das probabilidades estamos em presença de um valor astronómico contra a hipótese de esses aminoácidos se juntarem para formar somente um conjunto de proteínas, quanto mais o DNA que encontramos em toda a vida! 
Mais: descobertas recentes em registos fósseis revelaram que, para que a vida aparecesse de forma aleatória e acidental, só poderia ter ocorrido há 130 mil milhões de anos; mas a Terra formou-se há cerca de 4,6 mil milhões de anos, podendo permitir a vida há cerca de 3,98 mil milhões de anos: esta diferença justifica-se porque a Terra era demasiado tórrida para permitir o aparecimento de qualquer forma de vida. Este fato torna as probabilidades da “vida por acaso” ainda mais remotas e matematicamente impossíveis. A hipótese de formação da vida por simples acaso não tem lógica científica.

* A Vida, o Universo e Tudo Mais é o titulo do terceiro livro da série de Douglas Adams.